terça-feira, 9 de dezembro de 2014


Eu sempre quis o mestrado. Sempre pesquisei uma ou outra coisa. Era um querer meio preguiçoso, chegava até molhar meu pé na beira, mas não ia além disso.
Sempre quis.
Nunca tentei.
Mas dessa vez foi diferente. Pela primeira vez adentrei esse mar até o pescoço, um pouco além, talvez, e passei. Fui aprovada na minha primeira investida verdadeira. Então, pensei que se das outras vezes eu tivesse passado das leituras dos editais, talvez já fosse mestra, talvez doutora.
Talvez, talvez...
Mas também lembro que nunca ia além da curiosidade sobre o processo seletivo porque nunca conseguia me agradar das linhas de pesquisa ofertadas na minha cidade. E nem depois que mudei de cidade. Nada me chamava atenção. O que era um claro sinal de imaturidade, inexperiência?
Ou precisava me aprofundar no desconhecido para descobrir, durante o processo, a paixão pela pesquisa desse algo, ou precisava viver mais um pouco para descobrir o que de fato me atraia antes de tentar. Não vejo uma resposta mais certa que a outra, mas a atual, sem sombra de dúvidas, é a que me cabe perfeitamente.

E estou feliz. Como eu imaginei que ficaria.

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