quinta-feira, 1 de janeiro de 2015


Eu sentiria falta de música erudita.
E daquele horário da tarde em que não existe mais sol, mas ainda existe luz.
Luz suficiente para costurar um botão sem precisar acender as lâmpadas da casa.
Enquanto não existe mais chuva, apenas nuvens cinzas e os pingos que caem das folhagens e telhados.
Quando os pássaros começam a cantar novamente, fazendo coro com alguma sonata ao piano.
E por baixo de tudo, o silêncio.
Disso eu sentiria falta. Uma falta que já me dói.

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