sábado, 2 de maio de 2015

Velocidade


Eu moro entre milhares de quimômetros da minha família e nunca os vejo com frequência. Nunca nem nos falamos com frequência. A distância entre nós permanece a mesma de quando morávamos na mesma cidade. E não por animosidades, porque a vida é dessa forma, às vezes. Tão perto, tão longe apenas porque sim.

Mas hoje a saudade apertou.

Saudade da minha irmã.

E chorei.

Chorei porque doeu, porque foi triste sentir tal saudade. Porque não são os milhares de quilômetros, nem se falar mais pelo telefone, por celular, pela internet, por cartas. Nada disso. Porque não convivo com ela desde 2008 e, sinceramente, hoje em dia somos estranhas uma para a outra. Eu a amo, mas não a conheço mais tão bem quanto aquela irmã da década de 90. E foi dessa irmã que senti saudades, uma irmã de um espaço e tempo inalcançáveis.

E é isso que dói.

A nostalgia que não é só percorrer todo o caminho de volta, mas o caminho vezes o tempo. Um caminho impossível de ser percorrido.

E é isso que dói.